Aumento de renda e da expectativa de vida favorecem Seguro e Previdência

 

Em todo o mundo, e também no Brasil, as pessoas estão vivendo mais. Em 2010, havia 865 milhões de pessoas com 60 anos ou mais. Em 2050, haverá 24 bilhões de pessoas nessa faixa etária. O grupo de idosos com 80 anos ou mais, que em 2010 era formado por 210 milhões de pessoas, aumentará para 400 milhões em 2050. Para o especialista em previdência e Superintendente Executivo da Bradesco Vida e Previdência, Carlos Eduardo Sarkovas de Oliveira, o aumento da expectativa de vida no Brasil deverá provocar grandes transformações na sociedade. A começar pelo mercado de consumo, cujos produtos e a publicidade ainda são voltados para os jovens, mas que, em breve, deverá direcionar seu foco para o público de mais idade. O seguro não está de fora desse processo. "Nosso mercado de seguros terá de aprender a construir produtos e argumentos para a grande massa da população, que será de pessoas mais velhas em almoço do CVG-SP, em 06/11, em São Paulo (SP)".

 

De acordo com Sarkovas, a combinação entre a longevidade e a queda da natalidade trará grande impacto sobre a Previdência Social. Embora o teto de aposentadoria do INSS tenha aumentado nos últimos anos, o valor médio do benefício pago está praticamente estacionado na casa dos R$ 700 há pelo menos cinco anos. Em 1982, o teto de aposentadoria pago pelo INSS era equivalente a 15 salários mínimos. Hoje, está em torno de oito salários e com tendência de queda. Para Sarkovas, não há dúvida de que o governo está mais preocupado em garantir assistência à base da pirâmide social do que ao topo. E este é, a seu ver, um bom argumento de vendas para o corretor de seguros e previdência. "As pessoas estão percebendo que precisarão de um complemento da renda no futuro", disse. O crescimento do emprego formal, segundo ele, também favorece a compra de produtos de proteção, já que, argumenta, "as pessoas estão se acostumando a ganhar mais dinheiro e não vão querer reduzir sua renda".

 

O aumento de renda população e de novos postos de trabalho foram responsáveis por levar mais de 32 milhões de pessoas para a classe média. De 2002 para 2010, a classe E, que era formada por 30,5% da população, reduziu para 18,5%. Parte desse contingente migrou para a classe D, que passou de 12,5% para 14%, e a maior parte engrossou a classe C, que era composta por 44% dos indivíduos em 2002 e saltou para 52% em 2010. Até as classes A e B aumentaram de volume, passando de 13% para 15,5%. Considerando que a renda média da classe C está situada entre R$ 1 mil e R$ 4 mil e que o benefício médio de aposentadoria do INSS não passa de R$ 700, então Sarkovas acredita que os indivíduos dessa faixa são os que sentirão mais necessidade de complementação de renda. "Hoje, uma pessoa que ganha R$ 2.500,00 já terá necessidade de complementação", disse.

 

Sarkovas apresentou um estudo que revela a evolução econômica dos novos entrantes no mercado de trabalho, especialmente os que migraram das classes D e E para a classe C. A primeira mudança é a banalização. "Depois de obter renda, a pessoa deixa de guardar dinheiro em casa para guardar no banco", disse. A segunda mudança é o acesso ao crédito, pelo qual são realizados sonhos de consumo, como a compra de geladeira, carro, casa etc. Segundo Sarkovas, a partir desta etapa o corretor de seguros já possui argumentos para convencer os novos consumidores sobre a necessidade de proteger os bens adquiridos. No ciclo econômico da nova classe C, depois do consumo vem a fase da poupança. Entretanto, a recente redução de juros exigirá mais esforço da classe média para acumular recursos, como também aumentará o desafio da indústria de seguros, devido à menor rentabilidade de seus produtos. "Não existe milagre, a rentabilidade está menor e o papel da nossa indústria é aculturar as pessoas a pouparem", disse.

 

Ele ensina que a mensagem para a classe C é: "poupe seu dinheiro, porque você vai viver mais".

 

A boa notícia, segundo Sarkovas, é que o ambiente de estabilidade financeira e política é positivo para a venda de produtos de longo prazo. "No período da inflação, não se tinha noção do valor do dinheiro no tempo, o que dificultava vender previdência. Hoje, menos vulneráveis à crise, porque as pessoas têm mais renda e os nossos preços são sustentáveis", afirmou. Disse que não é fácil para o corretor mostrar os benefícios da previdência e o do seguro para clientes que nasceram e viveram sob a égide da inflação. Inclusive no segmento empresarial, de acordo com Sarkovas, a oferta de benefícios aos empregados não é regra, em virtude longo período de instabilidade econômica. A saída, segundo ele, é criar no cliente a consciência de médio e longo de prazo. Sarkovas comparou a renda do cliente ao montante de cinco moedas, das quais duas seriam investidas no curto prazo para pagar as necessidades imediatas, contas, aluguel etc.

 

Uma moeda seria guardada para investir no médio prazo em planos mais longos, como a troca de carro, casa etc. As duas últimas seriam destinadas para o longo prazo, na proteção de tudo o que ele construiu. "Esta é a consciência do planejamento financeiro que devemos levar ao cliente, a qual abrirá portas para produtos de seguros e previdência", disse. Concluindo sua apresentação, ele apontou o corretor como "peça fundamental" no processo de fomentação do ramo de pessoas.

 

Data: 13.11.2012 - Fonte: CVG-SP


Categoria: Notícia

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