Como o setor de seguros pode ajudar a salvar o planeta

Para falar sobre o panorama econômico e ambiental, a 48ª edição do Seminário da Internacional Insurance Society apresentou ontem (18/06), no Rio de Janeiro, o painel 'O impacto no seguro da crise social, econômica e ambiental', ministrado pelo docente da Universidade  Tel Aviv de Israel, Yehuda Kahane, que é também especialista em seguros.

Segundo ele, o mundo vive hoje um momento crítico em relação ao bem estar da sociedade e, para modificar essa situação, o setor de seguros tem uma missão especial. 'É chegada a hora de o mercado refazer o que se perdeu há certo tempo.  Precisamos  buscar soluções não convencionais para ajudar nas catástrofes ambientais e melhorar o que já foi destruído'.

Nesse sentido, existem certos tipos de riscos que poucas seguradoras aceitam.  'Quem vai financiar por exemplos, os produtores rurais, que correm o risco de perder sua colheita no caso de uma seca ou mudanças climáticas?', indaga Kahane.

Ele ressaltou que fortes mudanças estão acontecendo, como o consumo per capita, que está aumentando,e isso tem afetado no meio ambiente.  'Antes da revolução industrial, o petróleo tinha pouca utilidade. Mas, nos últimos 150 anos, exploramos todo esse combustível, mas isso tem que ser algo feito sem negligência. Os riscos nos rodeiam de forma devastadora. O alarme está disparado. Por culpa do consumo, o meio ambiente foi sendo destruído, temos hoje 30% dos animais extintos, assim como 40% da área de pesca. Isso é algo terrível. Temos que tomar uma atitude', exclama.


Risco de extinção

O especialista comentou que, durante a Eco 92 no Rio de Janeiro, voltado ao meio ambiente, foram discutidas questões de melhoria, porém nada foi feito. 'A verdade mais dura é que a Terra sobrevive, mas nós talvez sejamos extintos, então agora é o momento. Temos a chance de mudar e entrar numa batalha pela vida'.

Para Kahane, a única maneira de lidar com o problema é separar o crescimento econômico da ruína ambiental. 'Trata-se de encontrar uma maneira de transformar os países pobres e limpos em ricos e limpos. Se trabalharmos nos países emergentes como nos desenvolvidos, teríamos pelo menos cinco planetas Terra oferecendo tudo o que usufruímos hoje'.

Nesse sentido, o objetivo é maximizar a riqueza, focando em três pontos de produção: terra, capitais e mão de obra. 'Esse é um grande desafio, pois é sempre complicado se comprometer com soluções que não sabemos onde nem por onde ir. E, nesse processo, a gestão de riscos é importante, de modo que as seguradoras podem contribuir decisivamente'.

Data: 19.06.2012 - Fonte: CQCS | Crislaine Cambuí


Categoria: Notícia

Publicado em:

© 1996-2018 Grupo Forster - Todos os direitos reservados! - Administradora e Corretora de Seguros - é mais SEGURO na FORSTER.

by Redbit