Centauro é condenada por assédio moral contra funcionários que não batiam metas

Seguro Práticas Trabalhistas

10 de outubro de 2015 | Fonte: R7

Vendedores eram obrigados a tirar o lixo e ouviam 'brincadeiras' permitidas pela chefia

A 14ª Vara do Trabalho de Belo Horizonte condenou a SBF Comércio de Produtos Esportivos por prática de assédio moral em lojas da Centauro Esportes em Belo Horizonte. A empresa deve impedir as práticas e pagar R$ 300 mil ao Fundo de Amparo ao Trabalhador.

Segundo o testemunho de funcionários, os atendentes que não batiam metas de vendas estabelecidas pelos gerentes eram obrigados a recolher o lixo no fim do expediente e a carregar baldes de água para a faxina. Além disso, a empresa não teria impedido que os colegas caçoassem de quem não atingiu as metas.

Na sentença, o juiz Marcelo Palma Brito, analisou a gravidade da conduta. '[As atividades] se davam como meio de pressão, como meio de estímulo (leia-se castigo) para que o vendedor se sentisse compelido a produzir mais em prol do empreendimento, pelo receio da aplicação da penalidade/obrigação de retirar o lixo e buscar água, tudo em evidente afronta ao princípio da dignidade da pessoa humana'.

O procurador do Trabalho Marco Antônio Paulinelli critica o uso de práticas de assédio moral contra quem não atinge metas.

"[A empresa] trabalha com políticas agressivas e punitivas de metas com relação a seus vendedores, aplicando punições àqueles que não obtivessem o desempenho esperado, a exemplo de retirada do lixo e carregamento de baldes de água, após o expediente".

Por ser de primeira instância, a decisão pode ser contestada.

Resposta

Em nota enviada à reportagem, o Grupo SBF, detentor da marca Centauro, afirma que 'em hipótese alguma pratica ou tolera qualquer desrespeito aos seus empregados, zelando e incentivando a cooperação interna, a ética e a transparência em todas as suas relações'. O grupo ressalta que 'a decisão segue em discussão'.

 

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Centauro é condenada por assédio moral contra funcionários que não batiam metas 10 de outubro de 2015 | Fonte: R7Vendedores eram obrigados a tirar o lixo e ouviam 'brincadeiras' permitidas pela chefiaA 14ª Vara do Trabalho de Belo Horizonte condenou a SBF Comércio de Produtos Esportivos por prática de assédio moral em lojas da Centauro Esportes em Belo Horizonte. A empresa deve impedir as práticas e pagar R$ 300 mil ao Fundo de Amparo ao Trabalhador.Segundo o testemunho de funcionários, os atendentes que não batiam metas de vendas estabelecidas pelos gerentes eram obrigados a recolher o lixo no fim do expediente e a carregar baldes de água para a faxina. Além disso, a empresa não teria impedido que os colegas caçoassem de quem não atingiu as metas.Na sentença, o juiz Marcelo Palma Brito, analisou a gravidade da conduta. '[As atividades] se davam como meio de pressão, como meio de estímulo (leia-se castigo) para que o vendedor se sentisse compelido a produzir mais em prol do empreendimento, pelo receio da aplicação da penalidade/obrigação de retirar o lixo e buscar água, tudo em evidente afronta ao princípio da dignidade da pessoa humana'.O procurador do Trabalho Marco Antônio Paulinelli critica o uso de práticas de assédio moral contra quem não atinge metas."[A empresa] trabalha com políticas agressivas e punitivas de metas com relação a seus vendedores, aplicando punições àqueles que não obtivessem o desempenho esperado, a exemplo de retirada do lixo e carregamento de baldes de água, após o expediente".Por ser de primeira instância, a decisão pode ser contestada.RespostaEm nota enviada à reportagem, o Grupo SBF, detentor da marca Centauro, afirma que 'em hipótese alguma pratica ou tolera qualquer desrespeito aos seus empregados, zelando e incentivando a cooperação interna, a ética e a transparência em todas as suas relações'. O grupo ressalta que 'a decisão segue em discussão'.


Categoria: Notícia

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