H1N1. Como se proteger da doença, identificar os sintomas e evitar o pânico desnecessário.

 

 

A influenza (gripe) é uma doença infecciosa aguda do sistema respiratório, causada por um dos três tipos de vírus da influenza: A, B ou C.  Além do homem, o vírus pode ser encontrado em outras espécies, como em aves, suínos e equinos.

Até hoje, a pandemia de influenza mais famosa e letal foi a chamada gripe espanhola, que matou cerca de 50 milhões de pessoas durante os anos de 1918 e 1919. A maioria das mortes decorria de pneumonia bacteriana, uma infecção secundária à gripe em época na qual ainda não havia antibiótico. O melhor conhecimento da doença, estratégias de vacinação e o advento de antivirais e antibióticos têm, ao longo das décadas, reduzido o índice de mortes causadas por essa doença.

A vacina contra a gripe disponível, tanto na rede pública quanto nas clínicas particulares, protege contra a influenza A, previne contra a cepa H1N1 e também contra a influenza B. É bem tolerada, mas, pode ocasionar dor no local da aplicação, febre baixa, dor no corpo e dor de cabeça. Alérgicos ao ovo e ao mertiolate não devem receber a vacina, que é composta por essas substâncias.

Por se tratar de um vírus mutante e, para garantir a imunidade, é necessário que a dose seja anual. O tempo médio entre a aplicação e a imunização é de duas a três semanas.

Todas as pessoas se beneficiam com essa imunização. Porém, os grupos prioritários (alvo da vacinação promovida pela rede pública) são: trabalhadores da área da saúde, gestantes, população indígena, doentes crônicos (tais como obesos, diabéticos, asmáticos, enfisematosos, cardiopatas e imunodeprimidos), crianças de seis meses a dois anos e idosos com mais de 60 anos.

Este ano a gripe chegou cedo no Brasil, e a incidência da Síndrome Respiratória Aguda Grave pelo vírusinfluenza A (cepa H1N1tem sido mais frequente que no ano passado - até final de março/16, 55 óbitos foram registrados no Estado de São Paulo.  Deve-se, porém, ressaltar que a maioria dos casos de gripe (mesmo considerando a cepa H1N1) tem sintomas brandos (febre, tosse, dor de cabeça, dor muscular, algumas vezes vômitos e diarreia) e não põe em risco a vida.

No estágio agudo da doença, repouso e uma boa hidratação são as principais recomendações. Os medicamentos antitérmicos como dipirona e paracetamol podem ser utilizados, evitando-se o ácido acetil salicílico, que não é aconselhável para crianças, nos jovens e em casos de suspeita de dengue. Internação e medidas de suporte intensivo serão necessários nos casos mais graves (que são a minoria) para reduzir o risco de complicações pulmonares: deve-se buscar avaliação médica rápida quando há falta de ar ou febre alta com duração de mais de três dias.

A vacina é apenas um dos instrumentos de prevenção da gripe. É fundamental que se adotem medidas para reduzir a contaminação: higienizar as mãos com frequência (água e sabão ou álcool gel); usar lenço descartável para higiene nasal; cobrir nariz e boca quando espirrar ou tossir, preferencialmente, com lenço descartável; evitar tocar mucosas de olhos, nariz e boca sem antes fazer a higiene das mãos; evitar locais com aglomeração de pessoas; evitar o contato direto com pessoas doentes; não compartilhar alimentos, copos, toalhas e objetos de uso pessoal; higienizar regularmente com álcool aparelhos como telefones,mouses, maçanetas, torneiras e outros objetos de uso comum; parar de fumar; manter boa hidratação, alimentação e descanso reparador ao corpo e à mente.

Convém ressaltar que o antibiótico combate as bactérias, e não os vírus - não é indicado, rotineiramente, nos casos de gripe, salvo haja complicação bacteriana. O antiviral - oseltamivir - pode ser usado em alguns casos selecionados de gripe (quando há sintomas de gravidade - principalmente falta de ar - e na população de maior risco). Nesses casos, convém procurar o médico o quanto antes, pois, o medicamento age melhor se iniciado nas primeiras 48 horas do início dos sintomas da doença.

Perguntas Frequentes:

  1. Quando a pessoa contrai H1N1, em quanto tempo volta a trabalhar? Ou seja, quando para de transmitir a doença?

O período de transmissão da doença começa 24 horas antes do aparecimento dos sintomas e vai até três a quatro dias após. Com relação a retornar ao trabalho, vai depender da gravidade dos sintomas e do tempo de recuperação de cada indivíduo.

  1. Depois da vacina, quando ocorre a imunização? No 14º dia?

    A imunização tem início pelo menos duas semanas após a vacina. Mas, em alguns casos, pode demorar até três semanas, depende do organismo de cada um.

Atenção:

Ao identificar os sinais e sintomas da gripe H1N1, procure a Portomed mais próxima de você para realização do pronto atendimento (não é necessário agendamento prévio).

Orientamos que você peça uma máscara cirúrgica na recepção, para proteção e isolamento respiratório.

Consulte os endereços no site www.portosegurosaude.com.br ou aplicativo Saúde Odonto e Portomed.

Sobre a autora: Dra. Mônica Mendonça Lima, CRM 56943, é médica infectologista e atende na Portomed unidade Paulista.
 

Categoria: Notícia

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