MPF denuncia 17 pessoas por fraude no Cruzeiro do Sul

Ex-controladores Luis Felippe e Luis Octávio estão entre os indiciados.
Inquérito foi concluído em novembro pela Polícia Federal.

 

O Ministério Público Federal em São Paulo denunciou, nesta segunda-feira (7), 17 pessoas pela 'prática de ilícitos financeiro-administrativos' no Banco Cruzeiro do Sul, entre eles os ex-controladores Luis Octávio e Luis Felippe Índio da Costa (pai e filho), além de administradores, membros de auditoria e funcionários da instituição bancária.

Segundo o MPF, entre os delitos praticados pelos integrantes do grupo estão formação de quadrilha, crimes contra o Sistema Financeiro - gestão fraudulenta, estelionato, apropriação indébita, 'caixa dois' - crimes contra o mercado de capitais e lavagem de dinheiro.

O Ministério Público afirma, ainda, que os denunciados teriam fraudado empréstimos consignados, criando 320 mil contratos fa lsos, 'com a utilização indevida dos CPFs de diversas pessoas e dos nomes de diversos órgãos públicos'. A fraude teria gerado uma 'falsa contabilização de ativos do banco no valor de R$ 2,5 bilhões'.

O banco Cruzeiro do Sul teve liquidação extrajudicial decretada pelo Banco Central em setembro. A instituição sofreu intervenção do Banco Central em junho por 'descumprimento de normas aplicáveis ao sistema financeiro e da verificação de insubsistência em itens do ativo'. Em agosto, após a realização de uma auditoria, foi divulgada uma diferença de R$ 3,1 bilhões no balanço.

O inquérito que apurava as suspeitas de fraude no banco - que deu origem às denúncias feitas nesta segunda - foi encerrado em novembro pela Polícia Federal, que apontou que os delitos teriam sido cometidos pelos ex-controladores e ex-administradores do banco entre 2008 e 2012, segundo inquérito da PF.

G1 procurou o advogado dos ex-controladores do banco Cruzeiro do Sul, Roberto Podval, mas não obteve contato.

Segunda ação
De acordo com o MPF, uma segunda ação penal foi ajuizada nesta segunda, também relativa a fraudes no Cruzeiro do Sul. Na ação, os ex-controladores e dois administradores são acusados de gestão fraudulenta, 'apropriar-se de dinheiro, título ou valor de que tenham a posse sem autorização de quem de direito; induzir ou manter em erro investidor relativamente a operação ou situação financeira, sonegando informações ou prestando-as falsamente; e fazer inserir elemento falso ou inserir elemento exigido pela legislação em demonstrativos contábeis de instituição financeira'.

Prisões e multas
A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) multou o ex-presidente do banco Cruzeiro do Sul Luis Octávio Índio da Costa em R$ 300 mil por não divulgar fato relevante relativo à compra do banco Prosper pelo Cruzeiro do Sul.

Os ex-controladores do banco Cruzeiro do Sul tiveram prisão preventiva decretada pela Justiça, em outubro, por considerar que havia possibilidade concreta de uso ou ocultação do patrimônio. O pai ficou em prisão domiciliar por ter mais de 80 anos e o filho foi para o Cadeião de Pinheiros. 'É concreto o risco de que os investigados Luís Octavio Azeredo Lopes Índio da Costa e Luís Felippe Índio da Costa ocultem, dissimulem e se desfaçam de seu patrimônio, que há que ser utilizado para ressarcir as vítimas e recompor o patrimônio da instituição financeira', diz a decisão de prisão preventiva.

Em novembro, Luis Felippe conseguiu um habeas corpus na 2ª instância e o pai teve o mandato de prisão domiciliar revogado na sequência pela 1ª instância.

 

Fonte - G1

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Categoria: Notícia

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